terça-feira, 3 de agosto de 2010

O Fenômeno OVNI

Reconheço que não sei muito do que acontece neste mundão, mas não sou de aceitar tudo de cara. Depois que aprendi o que é a Navalha de Occam, aí é que deixei de aceitar as explicações estapafúrdias, ao invés das mais simples.
Eu sou cético. Na verdade, sou cético com aquilo que não se pode provar. E aí ao trocar de canal e ver o History Chanel, vi a argumentação usada para o "fenômeno OVNI" e... é a mesma para a existência de deuses, mitos, sacis, fadas, curupira, filho de prostituta chamado Junior!

A Navalha de Occam diz que a resposta mais simples costuma ser a certa. Não que isso seja uma verdade absoluta, mas convenhamos. Você vê imagens nas cavernas, paredes, pirâmides, de seres bizarros e esquisitos. Você lê textos sagrados e/ou históricos falando que eles viram seres vindo dos céus. Qual a explicação usada? É claro, lenda pura. Histórias sobre heróis e seres de super poderes (Joseph Campbell pode ser um começo, com seus estudos sobre o herói mítico) sempre fizeram parte de todas as culturas. Ou alguém acha que Aquiles existiu do jeito que Homero descreveu?

O problema de se atribuir esses "relatos" (até porque foram escritos há mais de 6 mil anos), a extra-terrestres e/ou deuses é que estranhamente não vemos isso acontecer mais. De repente, parece que o avanço tecnológico e científico destruiu os meios pelos quais esses seres se comunicavam conosco. O fato de existirem histórias e desenhos descrevendo dilúvios, seres vindos do céu, mitos de criação, simplesmente não tornam isso real. O fato de não sabermos como interpretar ou o que nossos antepassados queriam dizer, não nos permite usar isso como evidência de nada. Tudo que vier a partir disso, é pura especulação.

O desenho de uma pessoa usando algo que parece um capacete, é apenas a maneira que nós interpretamos aquilo. E se nossos antepassados tinham rituais que envolviam usar melancias ou abóboras na cabeça? Vai lá saber que tipo de goró eles tinham há 6 mil anos atrás, já que o vinho tem essa idade. O cara vai, enche a cara, fuma alguma erva ou mesmo está sofrendo de uma febre de 40 graus e vê alguém voando e resolve escrever ou desenhar o "avistamento". Por que minhas "teorias" fariam menos sentido que extra-terrestres?

Nós não entendemos muitas coisas e continuamos a buscar no "mundo lá fora" essas explicações, ao invés de valorizar nossa espécie como vencedora. Dizer que extra-terrestres construíram monumentos ou foram os responsáveis pelo conhecimento que temos hoje é simplesmente jogar no lixo toda nossa evolução e esforço. É ignorar que tivemos milhares de anos para chegar aqui e que as coisas não surgiram do nada. O quanto se passou em diversos lugares ao mesmo tempo que permitiram o surgimento da escrita e da história.

E pra terminar por ora... Os extra-terrestres de hoje não tem mais o que fazer do que fazer círculos em plantações ou abduzir pessoas para experiências de cunho sexual?

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A arte de não ser mais um - Cyndi Lauper (ainda!)


Não tenho ídolos, só admiro certas características humanas. É gostoso admirar os outros, faz bem para o espírito. Até criaturas escrotas são capazes de atitudes admiráveis - pontuais, vá lá, mas são.

Enfim, pensava na capacidade que algumas pessoas têm de se reescrever e na coragem necessária para inserir o novo na prática. Lembrei do último post, sobre a Cyndi Lauper. Taí um exemplo de quem fugiu da banalidade.

Ela poderia ter aproveitado a moda do revival dos anos 80 para relançar os grandes hits que a tornaram conhecida. Se continuasse no pop, teria os saudosistas fiéis e mais uma penca de novas "garotas que querem apenas se divertir". Ganharia uma grana sem grandes esforços e depois sumiria de novo. Também poderia achar que está velha e entrar numas de autodestruição pra apressar a morte iminente. Ou fazer bolo para esperar os netos na velha casa, cercada por velhas paredes cheias de velhos posteres, onde contaria velhas histórias do tempo em que nem pensava em envelhecer. Tantas opções cômodas!

Mas ela escolheu o risco.

Aos 57 anos, Cyndi rejeitou a via reta do caminho conhecido. Abriu mão da segurança e não se contentou em ser cover do que foi aos 20 anos, nem quis explorar o estilo pelo qual ficou famosa. Foi além. Largou a batidinha lixo das musicas inocentes que cantava, investiu numa banda de verdade e modulou sua voz ao swing do blues.

A postura da Cyndi Lauper - muito mais do que maquiagem ou outro adereço externo - faz com que ela se destaque entre milhões de seres da mesma espécie.

Inspire-se!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Cyndi Lauper : Memphis Blue

Fase musical "pop": a mente pede, eu dou. Aí me deparo com Cyndi Lauper, musa pop dos anos 80, cantando...blues!

Amo blues, acho a Cyndi Lauper super divertida, sou curiosa...Impossível não ouvir o álbum!

E não é que a moça leva jeito? Ok, nem tão moça, mas muito atual. A voz casou bem com o estilo, amadureceu e só em alguns agudos lembra o timbre adolescente de "Girls just wanna have fun". E ela fez bonito mesmo cantando com feras do blues e R&B - que, por sinal, só enriqueceram o trabalho.

A banda parece ter sido escolhida a dedo, uma delícia!

Tudo flui muito harmonioso, redondinho. Um álbum caprichado, para ser ouvido sem preconceito.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Our Man in Jazz

Atendendo a pedidos, de onde vem o nome deste blog?

Estávamos pensando em criar um blog em conjunto onde pudéssemos postar assuntos de interesse comum. E claro, nunca surge um nome ou uma idéia legal.

Certo dia, estava ouvindo um álbum que obtive no JazzMan, de um de meus saxofonistas favoritos ( se não o favorito), Sonny e o nome do álbum era "Our Man in Jazz". E daí para surgir essa brincadeira que virou o nome deste blog, foi um pulo. Um bom álbum de jazz, coisas que gosto, coisas que minha amada gosta e coisas que coisamos juntos.

Se tiver curiosidade, esta é a capa do "Our Man in Jazz" original":










E estas são as músicas:
1 - Oleo
2 - Dearly Beloved
3 - Doxy
4 - You Are My Lucy Star
5 - I Could Write a Book
6 - There Will Never Be Another You (adoro esta)

E este é o link para a Rádio UOL onde dá para ouvir as músicas: http://www.radio.uol.com.br/#/volume/sonny-rollins/our-man-in-jazz/16457?action=search

segunda-feira, 19 de julho de 2010

VH1 Classics Top Ten: Rock Bands

E onde estão os BEATLES???? Sério, onde estão os Beatles? The Beatles. Onde?

Resolvi assistir ao VH1 Top Ten: Rock Bands

Legal. Vamos ver:
10 - AC/DC.
9 - Black Sabbath.
8 - U2.
7 - The Clash (?).
6 - Queen.
5 - Bruce Springsteen and the E Street Band (!!!!!).
4 - Pink Floyd
3 - The Who
2 - Led Zepellin
1 - The Rolling Stones

Ok, ok. Stones em primeiro, temos o Zepellin, Pink Floyd, Who, U2, Sabbath. Mas... The Clash em 7o? BRUCE SPRINGSTEEN??? Fala sério. Alguém ouve falar da E Street Band? E o apresentador ainda fala que o único americano da lista é o Bruce Springsteen. Caramba. E o The Jimi Hendrix Experience? Janis Joplin and the Band of Gipsies? Bob Dylan and The Band?
E por que o Clash e não os Ramones? Caracola. E em 7o ainda por cima. Por isso eu nunca gosto de listas. Eu nunca concordo e fico inconformado. Mas... OMITIRAM OS BEATLES ATÉ DAS BANDAS QUE QUASE CHEGARAM LÁ!!!

É sério: Aerosmith, Def Leppard, The Doors (Yeah!), Guns n' Roses, Heart (!!!), Judas Priest, Lynyrd Skynyrd, Metallica, Mötley Crue, Rush.

Qual a desculpa para não ter os Beatles? Não consigo imaginar como eles não entraram nessa lista. Ah. Música pop, é isso? Não, os Beatles não são pop. Eles são rock n' roll puro. A banda que mais influenciou quem veio depois, junto talvez do Led Zeppelin.

Pra mim, ficaria assim:

10 - Ramones
9 - Metallica
8 - Black Sabbath
7 - U2
6 - AC/DC
5 - Queen
4 - Pink Floyd
3 - The Who
1 - The Rolling Stones
2 - Led Zeppelin
1- The Beatles

Impossível deixar Clash no Top Ten. E pra mim (e um monte de gente), colocar o Bruce Springsteen seria como colocar a Janis a sua banda ou o Bob Dylan com a The Band. Ou seja, nada a ver. Argh. A lista estava ótima, mas quando chegou no 5o lugar e eu contei mentalmente os Stones, o Who, o Pink Floyd, o Led Zeppelin e os Beatles, vi que algum muito bom ia rodar.

Mas na minha lista, os Beatles não rodam. E por mais que eu goste de Doors, não tenho como colocá-los entre os 10, seja por popularidade, influência... Ramones e Metallica mudaram muito a música depois deles, fora que só lançaram petardos. Bom, fica assim, por ora.

sábado, 15 de maio de 2010

A questão do casuísmo

Ótimo, simplesmente ótimo:

A questão do casuísmo (do ceticismo.net)


Depois teço algumas palavras sobre isso. Sou admirador da ciência e da busca pelo conhecimento e esse texto foi muito bem escrito.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Por que certas músicas parecem grudar na gente? Eu como tenho fases com música, estou que não paro de ouvir Gloria, com o Doors. A letra, jorrando erotismo e sexo puro e do bom. Jim Morrison com aquela voz rouca e jeito sensual de cantar. E a banda, tocando com energia... É libído, Mojo Risin', tesão. Fico doido ouvindo uma música que nem é do Doors, só um cover. :)

Como acontece com Bad Day, Supernatural Superserious, Cuyahoga, Pop Song 89 do REM; Where the streets have no name, One e Stay (Faraway, So Close), Bad, do U2; Eight Days a Week, Revolution, Across the Universe, dos Beatles; Don't Stop me Now, Somebody to Love, do Queen; So Lonely, Synchronicity II, do The Police; Back on the Chain Gang, dos Pretenders; I'm a Believer, com o Smash Mouth; You Really Got Me e All Day and All of the Night, dos Kinks; N.IB, Sabbath, Bloody Sabbath, do Black Sabbath; Closer to the Heart, Limelight e The Spirit of Radio do Rush; Rock n' Roll, Whole Lotta Love, Good Times, Bad Times, D'Yer Mak'er, Over the Hills and Far Away; do Led Zeppelin; Axis (Bold as Love), Fire, do Hendrix; Tonight, Tonight, do Smashing Pumpkins; além, claro das várias do Doors, como Touch Me, Hello, I Love You, Love me Two Times, Not to Touch the Earth, The End, L.A. Woman, e por aí vai.

Uma listona gigante, mas nem todas são grandes sucessos das bandas. No fim, é só aquela coisa de "Caramba, o que essa música faz comigo????"

E tem outra: Doors ao vivo é imbatível. Não tem banda que toque melhor. Qualquer música sem graça vira algo maravilhoso. Estou ouvindo Soul Kitchen e a versão de estúdio não chega nem perto. Além disso, você não sabe o que esperar do Jim...

Fim do post inútil.