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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Our Man in Jazz

Atendendo a pedidos, de onde vem o nome deste blog?

Estávamos pensando em criar um blog em conjunto onde pudéssemos postar assuntos de interesse comum. E claro, nunca surge um nome ou uma idéia legal.

Certo dia, estava ouvindo um álbum que obtive no JazzMan, de um de meus saxofonistas favoritos ( se não o favorito), Sonny e o nome do álbum era "Our Man in Jazz". E daí para surgir essa brincadeira que virou o nome deste blog, foi um pulo. Um bom álbum de jazz, coisas que gosto, coisas que minha amada gosta e coisas que coisamos juntos.

Se tiver curiosidade, esta é a capa do "Our Man in Jazz" original":










E estas são as músicas:
1 - Oleo
2 - Dearly Beloved
3 - Doxy
4 - You Are My Lucy Star
5 - I Could Write a Book
6 - There Will Never Be Another You (adoro esta)

E este é o link para a Rádio UOL onde dá para ouvir as músicas: http://www.radio.uol.com.br/#/volume/sonny-rollins/our-man-in-jazz/16457?action=search

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Sonny Rollins

Sim, eu gosto mais de Sonny Rollins do que John Coltrane. Temos um pôster do Coltrane em casa, mas se encontrasse um do Sonny, seria comprado imediatamente. Enfim. Ao ler esta entrevista dele, parei para pensar sobre a dúvida entre REM e ele e ficou difícil decidir.

Dois estilos diferentes, rock e jazz, mas que gosto igual. Sonny Rollins, uma lenda do jazz. Saxofonista tenor que tocou com Coltrane, Miles, Monk, The Modern Jazz Quartet, Gillespie. Ei, ele tocou com quase todo mundo. Tem gravações dele da década de 40!!! Sim, ele tem 77 anos, pode partir a qualquer hora... Hum, talvez a decisão não seja tão difícil assim. De acordo com a reportagem, ele deve ser o único músico da noite em que se apresentará no Tim Festival, então deve ser uma baita noite para fãs de improvisação de jazz (eu sou!). Não adianta, CDs ao vivo de jazz ou com gravações sem interrupções são sempre melhores. Por exemplo, Chasin' the Trane, do Coltrane. Gravação maravilhosa ao vivo. Ou mesmo My Favorite Things, com o Eric Dolphy na flauta. As versões de estúdio não chegam nem perto.

E ver um monstro do jazz, ali na frente, tocando os standards, música política, aquela técnica imbatível que, honestamente, não vejo em nenhum outro saxofonista. Nem Coltrane. Nem Webster. Hawkins. Mulligan. Talvez Charlie Parker no mesmo nível. Enfim, Sonny Rollins talvez seja o saxofonista mais desvalorizado de todos os tempos.