Jurei que não iria escrever sobre Michael Jackson. Aqui estou, diante da perplexidade pela qual fui tomada.
A vida e a figura dele sempre me pareceram bem tristes. A morte dele, porém, está indo muito além do mau gosto.
Apresentadoras noticiando os "SORTUDOS" que ganharam "INGRESSOS PARA O FUNERAL"!!!!
Peraí: desde quando funeral precisa de ingresso? desde quando a presença de alguém em um funeral é passível de sorteio? desde quando quem "ganha" num sorteio desses é sortudo? Mórbido demais pro meu gosto! Bizarríssimo!
Para completar o "show de horrores" (trocadilho?), um show MESMO, com artistas cantando e tal, no mesmo palco que o caixão com o morto dentro!!!!
Acho que vou vomitar!!!
O mundo parece ter se esquecido de que há o corpo de uma pessoa ali, já que o ícone suplantou o caráter humano do indivíduo.
Não sou uma fã, mas sou uma pessoa.
Que depois do circo, ele descanse em paz!
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terça-feira, 7 de julho de 2009
Cuidado com o que você lê, vê, ouve...
Tenho acompanhado a imprensa anunciar como verdade incontestável que houve um golpe de Estado em Honduras.
É mentira!
Quem procurar a Constituição de Honduras (agora é fácil de encontrar até mesmo em português) verá que Manuel Zelaya está longe de ser a vítima pintada pela mídia.
A ideia dele era realizar um referendo para possibilitar sua reeleição - o que a Constituição proíbe.
Quem "incitar, promover ou apoiar o continuísmo ou a reeleição do Presidente da República" perde a qualidade de cidadão. A atitude também está descrita como delito de traição à Pátria. Foi o que aconteceu com Zelaya.
O Judiciário declarou o referendo ilegal. O chefe do Exército, cumprindo a Constituição, não entregou as urnas e foi destituído do cargo pelo Presidente, sendo posteriormente reconduzido pelo Judiciário. Zelaya disse que não acataria a decisão judicial.
Resultado: Zelaya foi preso. Roberto Michelleti, presidente do Congresso, assumiu em seu lugar, como determina a ordem constitucional hondurenha.
Golpe haveria se o referendo se realizasse, uma vez que é proibido pela Constituição.
Golpe haveria se o desejo do Presidente se sobrepusesse ao comando constitucional.
Golpe haveria se a desobediência civil prevalecesse sobre o Estado de Direito.
O Exército agiu em defesa da Constituição. Associar "exército" com "golpe" ou " ditadura" é fruto de desinformação (ou de informação mal-intencionada).
Em novembro haverá eleições em Honduras. Torço para que o atual Presidente resista às pressões internacionais e se mantenha no cargo até a escolha popular.
Ditaduras e golpes, sejam de direita ou de esquerda, não são instrumentos justos para se alcançar o poder.
Em tempo: o que a mídia tem mostrado sobre o caso é revoltante. Um exemplo que me ocorreu agora (chegou a ser risível) foi a cobertura dada pelo Fantástico da tentativa de pouso do avião de Zelaya em Honduras. A câmera filmou os manifestantes bem de perto (para parecerem muitos) e disse que eram " milhares". Duvido!
Os jornais brasileiros de maior repercussão noticiam "golpe", referem-se ao "presidente deposto" (coitadinho!), e não explicam detalhadamente o que de fato acontece.
Portanto, cautela.
É mentira!
Quem procurar a Constituição de Honduras (agora é fácil de encontrar até mesmo em português) verá que Manuel Zelaya está longe de ser a vítima pintada pela mídia.
A ideia dele era realizar um referendo para possibilitar sua reeleição - o que a Constituição proíbe.
Quem "incitar, promover ou apoiar o continuísmo ou a reeleição do Presidente da República" perde a qualidade de cidadão. A atitude também está descrita como delito de traição à Pátria. Foi o que aconteceu com Zelaya.
O Judiciário declarou o referendo ilegal. O chefe do Exército, cumprindo a Constituição, não entregou as urnas e foi destituído do cargo pelo Presidente, sendo posteriormente reconduzido pelo Judiciário. Zelaya disse que não acataria a decisão judicial.
Resultado: Zelaya foi preso. Roberto Michelleti, presidente do Congresso, assumiu em seu lugar, como determina a ordem constitucional hondurenha.
Golpe haveria se o referendo se realizasse, uma vez que é proibido pela Constituição.
Golpe haveria se o desejo do Presidente se sobrepusesse ao comando constitucional.
Golpe haveria se a desobediência civil prevalecesse sobre o Estado de Direito.
O Exército agiu em defesa da Constituição. Associar "exército" com "golpe" ou " ditadura" é fruto de desinformação (ou de informação mal-intencionada).
Em novembro haverá eleições em Honduras. Torço para que o atual Presidente resista às pressões internacionais e se mantenha no cargo até a escolha popular.
Ditaduras e golpes, sejam de direita ou de esquerda, não são instrumentos justos para se alcançar o poder.
Em tempo: o que a mídia tem mostrado sobre o caso é revoltante. Um exemplo que me ocorreu agora (chegou a ser risível) foi a cobertura dada pelo Fantástico da tentativa de pouso do avião de Zelaya em Honduras. A câmera filmou os manifestantes bem de perto (para parecerem muitos) e disse que eram " milhares". Duvido!
Os jornais brasileiros de maior repercussão noticiam "golpe", referem-se ao "presidente deposto" (coitadinho!), e não explicam detalhadamente o que de fato acontece.
Portanto, cautela.
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