quarta-feira, 23 de maio de 2012

Espaço Interplay

Ciência fora de casa. Que fantástico.

Vimos um anúncio no Guia Floripa falando sobre uma exposição que iria falar sobre a Lua. Na verdade, era isso:


Viagem à LuaDe 2/5 a 2/8
O museu interativo sobre o espaço sideral ensina de forma dinâmica como funciona o foguete e como construir um de brinquedo utilizando garrafas de plástico. Com imagens em 3D e mesa interativa de jogos, o Espaço Interplay contextualiza historicamente a conquista da lua, abordando alguns mitos e fazendo divertidos experimentos. 
Local: Espaço Interplay - Shopping Iguatemi - Av. Madre Benvenuta, 687 - Santa Mônica.
Horário: Não divulgado.
Valor: Não divulgado.
Informações e inscrições: (48) 3235 - 3325 ouespacointerplay.com.br

Como não atentamos para a data, acabamos indo no Shopping Iguatemi. Na verdade, tínhamos ido ao Beiramar Shopping, em um evento da Galinha Pintadinha. Mas como todas as entradas estavam esgotadas (!!!) e não tinha mais como ir naquele dia, acabamos indo pro Iguatemi, ver a Lua.
Mas, não era dia de lua cheia e tivemos que nos contentar com algo mais simples: o "Espaço Sensorial". É algo relativamente simples, se analisarmos. Eles criam, usando pouca coisa, salas que estimulam todos os sentidos. Foi surpreendente, por exemplo, a primeira sala e a sensação de amplitude feita com cabos de fibra ótica e espelhos. Não vou entrar em detalhes, porque a surpresa ajuda muito também. Pra quem tiver interesse: http://www.espacointerplay.com.br/espaco-sensorial.html

Foi um momento divertido e que acabamos passando bastante tempo no lugar. Ao sair (e ao chegar no lugar também),  percebemos que aquilo era uma loja. Mas não uma loja comum: é um espaço para brinquedos científicos e um lugar para as crianças brincarem e ao mesmo tempo desenvolverem gosto pela ciência e senso crítico! Óbvio que eles querem ganhar o dinheiro deles, mas nunca havia visto nada parecido. Aliás, a loja já é diferente pelo fato de você descer uma escada rolante e já chegar nela.
E brinquedos que vão dos clássicos quebra-cabeças lógicos até kits que a própria criança pode montar uma boneca. É sério: a criança, com a supervisão de um adulto, pode colocar o cabelo na boneca, fazer a roupa, o rosto, etc.

Vale à pena checar o site: http://www.espacointerplay.com.br/ e sinceramente, parabéns aos donos da loja por essa iniciativa. Eu espero, sinceramente, que dê certo. O estímulo à ciência é tão pouco na maior parte do mundo, que eu fico emocionado só de pensar que existe um lugar assim.

No fim, ainda não fomos na "Lua". Mas a quem se interessar, segue o folder do evento:

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Instrumental SESC Brasil

Esta é ouro: para quem gosta de música instrumental, como jazz, chorinho, tango, samba, MPB, existe um programa que passa no canal do SESC, chamado SESC Instrumental. Mas além disso, para quem não tem este canal, eles disponibilizam em um site TODOS os shows gravados: http://instrumentalsescbrasil.org.br/

Exemplos do que tem disponível: a banda de jazz do Luis Fernando Veríssimo (Jazz Seis), grandes bluesmen brasileiros como Nuno Mindelis e Flávio Guimarães, os grandes e importantes instrumentistas do Zimbo Trio, as bandas de Wagner Tiso e Nelson Ayres, a Banda Mantiqueira, músicos de destaque como Lan Lan, Hermeto Pascoal, João Donato, Ed Motta, Francis Hime, Altamiro Carrilho, Pepeu Gomes, Renato Borghetti, Yamandu Costa, Toninho Horta. Além de coisas novas e diferentes como Guizado (achei ótimo), Jogando Tango, Martinez JazzFunk, The Dead Rocks (ótima banda de Rockabilly), Sandro Albert Quartet, Ladies Instrumental e Claire Michael Quarter.

Uma amostrinha:

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Movimento Rápido dos Olhos?

No meu caso, foi totalmente R.E.M. (Rapid Eye Movement). Eu pisquei e eles terminaram a banda. Mais uma que vou ter que me contentar com as gravações apenas, sem saber o que é um show ao vivo. Claro, isso é egoísta. Afinal, eles que sabem da vida deles, mas pelo que vejo nos youtubes da vida, devia ser um baita de um show...

Bom, que Michael Stipe, Mike Mills e Peter Buck tenham feito a decisão certa e sejam muito felizes. Mas, óbvio, vou ficar torcendo para que isso não seja definitivo. :)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Michael Bublé

Por que diabos eu gosto de Michael Bublé? Eu sei que as pessoas acham ele cantor para adolescentes (o que fica bem claro nos shows dele), mas... Ele canta os standards do jazz. Ele tenta manter uma certa tradição nas músicas dele. Tem coisa que não consigo ouvir dele, mas a versão dele de "I've got the world on a string" é sensacional. Até as músicas mais pop, como "Everything" ou "Home" são bonitas.
Vejo um cantor cada vez mais maduro e que encontrou seu nicho. Ele sabe que é um cantor pop, mas que pode se permitir estar perto de Frank Sinatra, Tony Bennett ou Perry Como. Óbvio que ele não vai cantar só os standards, mas ele está ali sempre, flertando, subvertendo clássicos do rock como "Crazy Little Thing Called Love" do Queen e "Can't Buy Me Love" dos Beatles ou do Soul, como "Feeling Good", na voz de Nina Simone ou "How Sweet It Is" na voz de Marvin Gaye (originalmente do James Taylor). Ele está ali, sendo agradável com sua voz suave, seus scats, sua presença de palco. Dá pra ver como ele interage bem com a platéia, algo que Sinatra fazia muito bem.
Eu tinha uma certa vergonha de falar que ouço (e gosto muito do Bublé), mas e daí? O cara, como dizem em inglês, é o pacote completo. Tem uma voz bonita, gosta de inovar (ainda que dentro da roupagem pop), arrisca aqui e ali no jazz. Um crooner dos tempos modernos.

domingo, 5 de setembro de 2010

Rock com Ciência

Ajudando a divulgar o programa de rádio de um colega do Clube Cético (o Rubens, vulgo Zaphod Beeblebrox): http://biociencia.org/rockcomciencia/?p=49

Aí você pode baixar o podcast do programa e ver quem são os apresentadores.

Eu ouvi e gostei bastante. Um clima muito leve e uma bela idéia do que é a ciência, algo que eu realmente sou apaixonado, apesar de não ser um cientista e nem almejar ser.

sábado, 4 de setembro de 2010

O futebol que de foot só tem 3 lances - parte 1 - resumo do jogo


Sei que é clichê falar o "futebol da bola oval", por isso não vou falar sobre isso. Porradaria, gente correndo, trogloditas esmagando jogadores menores. Aí vem um cara e joga a bola longe, alguém recebe e saí correndo para chegar perto da trave em formato de "Y". Aí todo mundo comemora, entra um cara para chutar a bola. Aí chutam a bola, todo mundo corre pra pegar o cara que vai receber ali na frente. E de repente, depois de algumas pancadas, porradas, jogadas, entra de novo o cara do chute, mas desta vez vale 3 pontos. Que diabos é isso?

Bom, eu costumo chamar o futebol americano de xadrez com toques de crueldade. Sério. Pra quem não conhece o esporte, só deve parecer o que está acima mesmo. Mas quem começa a acompanhar a sério, começa-se a entender todo o aparato que compõe uma equipe e quantas pessoas estão envolvidas em apenas um jogo. Vou dar alguns números de uma equipe da NFL (National Football League):

- 53 jogadores compõe um elenco, entre ataque e defesa
- 45 jogadores são "ativados" para uma partida, sendo que existe uma exceção para o quarterback no 4o período, caso os outros dois se contundam.
- além destes jogadores, as equipes podem ter mais 8 jogadores no que é chamado de "Practice Squad", que seria um banco de jogadores jovens que a equipe pode dispor durante a temporada tanto para o desenvolvimento do jogador, quanto para eventuais substituições na equipe titular.
- toda equipe tem um treinador principal, um treinador para o ataque, outro para a defesa e mais um para as equipes especiais. Além deles, existem treinadores específicos para cada posição, que podem chegar a mais 8.
- o teto salarial de cada equipe na temporada 2009 foi de US$ 128 milhões, divididos entre esses 53 jogadores.

Ou seja, é gente e grana que não acaba. E a NFL ainda é a liga mais valorizada de todas as principais nos EUA (NBA, MLB, NHL, MLS). Mas afinal, do que trata o esporte?

O objetivo principal de uma equipe de futebol americano é obter o maior número de pontos durante o jogo dividido em 4 quartos de 15 minutos. Para tanto, existem algumas maneiras:

- o famoso "Touchdown", que confere 6 pontos a equipe anotante, com direito a um ponto extra obtido por um chute por entre a trave de "Y" ou a chance de anotar 2 pontos, tentando uma jogada qualquer. O touchdown é qualquer jogada ofensiva ou defensiva em que a equipe consegue chegar àquela área próxima a trave de "Y" da outra equipe, a chamada "End Zone".
- o "Field Goal", que são 3 pontos, pois a equipe chega a uma situação que ela não consegue atingir a end zone e decide chutar por entre a trave em "Y" do lugar de onde está. Obviamente isso só é possível se seu kicker (chutador), tiver força e mira suficiente para acertar. Não adianta querer chutar a partir de seu campo, pois o recorde atual da liga é 63 jardas e poucos conseguem passar de 60. Normalmente, o alcance de um kicker fica entre 50 e 55 jardas, com ajuda do vento.
- o "Safety"(não confundir com a posição): o safety é algo raro de acontecer, mas é possível. Acontece quando um jogador do time que está com a bola é derrubado em sua própria end zone. Com isso, a equipe defensora recebe 2 pontos e a posse de bola.

Falando em posse de bola, a dinâmica de jogo seria mais ou menos esta:

- as equipes tiram um cara-ou-coroa para decidir que equipe começa recebendo ou chutando.
- uma equipe chuta a bola, o chamado "kickoff", que dá início à partida. Temos então a equipe que chuta e a equipe recebedora. O time que recebe vai fazer o possível para permitir que o jogador que recebeu a bola possa avançar o máximo possível em direção ao campo adversário e a equipe que chutou vai fazer o possível para tentar evitar esse avanço. A partir do momento que o jogador que recebeu e tentou avançar é derrubado, o ataque começa a partir daquele ponto. Porém, se ninguém conseguir derrubar o recebedor e ele conseguir chegar até a end zone adversária, é um touchdown.
- caso o jogador tenha sido derrubado, começa o ataque da equipe que recebeu primeiro. Como dito anteriormente, o objetivo primordial é marcar mais pontos e o touchdown é a maneira mais fácil de se obter isso. Porém, em um campo com 100 jardas nem sempre é possível conseguir tudo em apenas uma jogada. Por isso, o primeiro objetivo dentro da partida é conseguir obter 10 jardas em 4 jogadas. Parece simples, mas se após essas quatro jogadas você não conseguir avançar, você tem que dar a bola para o adversário onde você estiver. Ou seja, você pode ter que defender-se do ataque adversário em uma posição de campo terrível. Por isso, o habitual são 3 jogadas para tentar avançar e se não for possível, a equipe que está atacando devolve a bola para o adversário através de um chute muito longo e alto chamado "punt", no qual o "punter" pega a bola com as mãos e chuta, ao contrário do kickoff e do field goal, que são chutados a partir do chão.
- caso o ataque consiga avançar as 10 jardas em 3 jogadas, a equipe vai indo em frente até chegar na end zone adversária. Obviamente a equipe não precisa pensar em atacar de 10 em 10 jardas apenas. Como sabemos, o objetivo é o touchdown e passes longos e corridas em velocidade são sempre bons meios para conseguir mais do que 10.
- caso a equipe que está atacando não conseguir atingir 10 jardas em 3 jogadas, mas a distância seja o suficiente para que o kicker possa entrar e chutar entre a trave em "Y", a equipe tenta o field goal na 4a jogadada. Se conseguir, 3 pontos. Se não, a equipe adversária vai para o ataque no ponto que o chute foi dado.
- porém, sendo anotado um field goal ou touchdown, a equipe que pontue dá a bola então para o adversário fazer seu primeiro ataque, novamente na forma de um kickoff.
- E por aí vai. Tudo MUITO resumido, é claro.

Aqui, um pequeno exemplo de jogadas. Um highligh de San Francisco 49ers x Minnesota Vikings da pré-temporada de 2010 no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=s2gUjxHoZ9o

E logo posto mais. Ainda quero falar das formações ofensiva e defensiva, bem como as posições.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O Fenômeno OVNI

Reconheço que não sei muito do que acontece neste mundão, mas não sou de aceitar tudo de cara. Depois que aprendi o que é a Navalha de Occam, aí é que deixei de aceitar as explicações estapafúrdias, ao invés das mais simples.
Eu sou cético. Na verdade, sou cético com aquilo que não se pode provar. E aí ao trocar de canal e ver o History Chanel, vi a argumentação usada para o "fenômeno OVNI" e... é a mesma para a existência de deuses, mitos, sacis, fadas, curupira, filho de prostituta chamado Junior!

A Navalha de Occam diz que a resposta mais simples costuma ser a certa. Não que isso seja uma verdade absoluta, mas convenhamos. Você vê imagens nas cavernas, paredes, pirâmides, de seres bizarros e esquisitos. Você lê textos sagrados e/ou históricos falando que eles viram seres vindo dos céus. Qual a explicação usada? É claro, lenda pura. Histórias sobre heróis e seres de super poderes (Joseph Campbell pode ser um começo, com seus estudos sobre o herói mítico) sempre fizeram parte de todas as culturas. Ou alguém acha que Aquiles existiu do jeito que Homero descreveu?

O problema de se atribuir esses "relatos" (até porque foram escritos há mais de 6 mil anos), a extra-terrestres e/ou deuses é que estranhamente não vemos isso acontecer mais. De repente, parece que o avanço tecnológico e científico destruiu os meios pelos quais esses seres se comunicavam conosco. O fato de existirem histórias e desenhos descrevendo dilúvios, seres vindos do céu, mitos de criação, simplesmente não tornam isso real. O fato de não sabermos como interpretar ou o que nossos antepassados queriam dizer, não nos permite usar isso como evidência de nada. Tudo que vier a partir disso, é pura especulação.

O desenho de uma pessoa usando algo que parece um capacete, é apenas a maneira que nós interpretamos aquilo. E se nossos antepassados tinham rituais que envolviam usar melancias ou abóboras na cabeça? Vai lá saber que tipo de goró eles tinham há 6 mil anos atrás, já que o vinho tem essa idade. O cara vai, enche a cara, fuma alguma erva ou mesmo está sofrendo de uma febre de 40 graus e vê alguém voando e resolve escrever ou desenhar o "avistamento". Por que minhas "teorias" fariam menos sentido que extra-terrestres?

Nós não entendemos muitas coisas e continuamos a buscar no "mundo lá fora" essas explicações, ao invés de valorizar nossa espécie como vencedora. Dizer que extra-terrestres construíram monumentos ou foram os responsáveis pelo conhecimento que temos hoje é simplesmente jogar no lixo toda nossa evolução e esforço. É ignorar que tivemos milhares de anos para chegar aqui e que as coisas não surgiram do nada. O quanto se passou em diversos lugares ao mesmo tempo que permitiram o surgimento da escrita e da história.

E pra terminar por ora... Os extra-terrestres de hoje não tem mais o que fazer do que fazer círculos em plantações ou abduzir pessoas para experiências de cunho sexual?